No semiaberto, formado, 'exemplar' e com pena reduzida: como é a vida de Lindemberg Alves, assassino de Eloá Pimentel, em Tremembé

4 de novembro de 2025 49

O crime aconteceu em outubro de 2008 e chocou o Brasil. Na época, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu o apartamento da jovem de 15 anos em Santo André, na Grande São Paulo, e a manteve refém por cinco dias. A tragédia terminou com a morte de Eloá e a sobrevivência de sua amiga Nayara Rodrigues, após uma operação policial mal-sucedida que marcou a história da cobertura policial brasileira.

Quatro anos depois, em 2012, Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparos de arma de fogo. No ano seguinte, a pena foi reduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para 39 anos e três meses.

Hoje, aos 39 anos, ele cumpre pena na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, unidade onde também estiveram detidos nomes como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Em março de 2025 a Justiça reduziu em 109 dias a pena de Lindemberg, após ele comprovar ter trabalhado e feito um curso de empreendedorismo dentro do presídio, promovido pelo Sebrae.

decisão foi assinada pelo juiz José Loureiro Sobrinho, da comarca de São José dos Campos, com parecer favorável do Ministério Público. De acordo com a defesa, Lindemberg trabalha e estuda desde o início do cumprimento da pena, sem histórico de faltas disciplinares.

Em nota, a advogada Márcia Renata afirmou que o detento mantém “comportamento exemplar” e continuará a ter a pena reduzida conforme previsto na Lei de Execução Penal. O réu já havia obtido progressão para o regime semiaberto em 2021, mas o benefício foi revogado meses depois. No fim de 2022, ele voltou a conquistar a progressão.

O regime semiaberto é uma etapa intermediária da pena, prevista na Lei de Execução Penal, que permite ao preso trabalhar ou estudar fora do presídio durante o dia, retornando obrigatoriamente à unidade prisional à noite. O objetivo é facilitar a reintegração gradual à sociedade. Nesse regime, o detento também pode participar das chamadas saídas temporárias, conhecidas como “saidinhas”, desde que mantenha bom comportamento e tenha autorização judicial. Se descumprir as regras ou apresentar conduta inadequada, pode perder o benefício e voltar ao regime fechado. É nessa condição que Lindemberg Alves se encontra desde o fim de 2022, após obter nova progressão de pena no Complexo de Tremembé.

O caso Eloá continua sendo um dos crimes mais emblemáticos do país, levantando debates sobre a atuação policial em situações de sequestro e a violência contra a mulher. Mais de 17 anos após o crime, Lindemberg segue cumprindo pena em Tremembé, a cidade que se tornou o destino dos casos criminais de maior repercussão no Brasil.

 

 

 

 

 

 

Hoje, aos 39 anos, ele cumpre pena na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, unidade onde também estiveram detidos nomes como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Em março de 2025 a Justiça reduziu em 109 dias a pena de Lindemberg, após ele comprovar ter trabalhado e feito um curso de empreendedorismo dentro do presídio, promovido pelo Sebrae.

Fonte: Fernanda Varela