Ração para pobres de Doria não agrada nem o pedigree do próprio estafe

17 de outubro de 2017 1162

Ração para pobres de Doria não agrada nem o pedigree do próprio estafe

 

Hum... 

Porto Velho, RO – O candidato (pré uma ova!) à Presidência da República João Agripino da Costa Doria Junior (PSDB), que pode ser considerado tudo exceto prefeito de São Paulo, é o rei das peripécias.

Visto como empreendedor, inovador e revolucionário por parte da direita, já promoveu as mais esdrúxulas polêmicas em pouquíssimo tempo de gestão. Os prejudicados, claro, são sempre os miseráveis.

Quando redigi o artigo “Doria impõe: pobres serão enterrados em pé para ocupar menos espaço em cemitérios” – totalmente baseado nas informações publicadas pela versão online da revista Isto É – fui recriminado e denominado de tudo quanto é coisa pejorativa pelos militantes virtuais e até simpatizantes longínquos da figura tucana.

Neste caso, eu estava tão errado que a Administração Doriana fora obrigada a recuar.

Pois é...

O caixeiro-viajante sempre tem motivos com respaldo à ponta da língua para agir de um jeito ou de outro, provocando as massas e, obviamente, suscitando a intervenção dos asseclas nos embates incendiários. Tanto os espontâneos quanto os encalacrados institucionalmente se veem obrigados a defender os mais estapafúrdios projetos a fim de proteger a imagem de visionário atribuída a Doria, autodenominado não político com mais politicagem na bagagem em menos de um ano de mandato do que seus veteranos tão heteróclitos quanto ele.

A história da ração seria a gota d’água em qualquer país que se preze não estivéssemos tão chafurdados numa intriguinha ridícula direita contra esquerda que, por sua vez, faz com que todo necrochorume da vida pública alcance o lençol freático da cidadania, dos direitos civis mais básicos às liberdades individuais.

Outro tiro que saiu pela culatra. A comida para animais sem raça desagradou também, nitidamente, o pedigree do estafe peessedebista paulistano.

O SBT propôs que o empresário Filipe Sabará, secretário de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, experimentasse, diante das câmeras, o tal "composto alimentar granulado".

A reação de Sabará é a prova cabal de que a ração de João Doria é porcaria processada, junção de vários alimentos com prazo de validada quase vencido, e que em termos de sabor desagrada tanto o público-alvo, o proletariado, quanto seu secretário municipal que, a despeito do esforço para fingir apreciação, quase vomitou na jornalista que o entrevistou.

Se os adeptos de Joãozinho insistirem em aclamar  ideias como enterrar pobres na vertical para ocupar menos espaço em cemitérios, promover pancadaria para cima de viciados e dar ração a pessoas de baixa renda, não poderão reclamar quando, lá na frente, enxergarem tardiamente as coleiras e focinheiras instaladas em si – voluntariamente!

VISÃO PERIFÉRICA

POR: VINICIUS CANOVA