Rondônia Dinâmica é citado em página oficial de premiado filme nacional

24 de janeiro de 2018 687

Porto Velho, RO – Quando resolvi escrever sobre a história de Vinícius Gageiro Marques, oYoñlu, minha única motivação era tentar passar uma mensagem límpida acerca de sua curta trajetória em termos cronológicos, riquíssima no quesito herança cultural.

Em “Herança de Yoñlu – A inveja de um xará amicíssimo que não conheci nem jamais conhecerei”, me esforcei para explicar por que as pessoas deveriam se voltar às suas realizações, ainda que o desfecho trágico do rapaz tenha o magnetismo sedutor de atrair o suicídio ao palco principal de nossa curiosidade mórbida.

É compreensível. Somos assim.

Há uma necessidade inexplicável de manter contato à distância com o tétrico – sempre na condição de espectador ávido, movido a tragédias de terceiros.


YONLU, o filme - Trailer Português HD 1080p

Felizmente, no caso de Gageiro, alguém de fora conseguiu entender rapidamente a importância do guri e daquilo que representou e ainda representa mantendo-se vivíssimo em legado e obra: trata-se do produtor audiovisual, roteirista e diretor de cinema estreante no formato longa-metragem Hique Montanari, gaúcho do Alegrete, que hoje mora em Porto Alegre. Antes disso, o idealizar da obra dirigiu curtas e médias-metrangens tanto para o cinema quanto para a televisão; seus trabalhos foram veiculados regional e nacionalmente, laureados com prêmios em festivais nacionais e internacionais.

De sua criatividade e sensibilidade apurada surgiu o longa Yonlu – O Filme (2017), protagonizado pelo excelente ator Thalles Cabral.

O filme já conta com prêmios importantes. Um deles é da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), quando recebeu a devida condecoração pelo Melhor Filme Brasileiro de Diretor Estreante, conquistado na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; os outros, obtidos no Festival Internacional de Cinema da Fronteira nas categorias Melhor Longa e Prêmio da Imprensa.


Thalles Cabral (Yoñlu) recebe o prêmio na Mostra de São Paulo

Yonlu – O Filme também esteve no rol de apreciação durante o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro ainda no ano passado.

Para Montanari, “2018 é um ano de muitas expectativas”.  O diretor informa que o filme está inscrito em inúmeros festivais internacionais “e mais uma leva de nacionais”.

O artigo que mencionei lá em cima, publicado originalmente no Rondônia Dinâmica, inclusive, foi postado na página oficial do filme no Facebook.

Recebi a notícia do querido colega jornalista Geovani Berno, que é amigo e conhece o realizador da película há muito tempo, desde os idos de Rio Grande do Sul, antes de beber a água do Madeira.

Com isso, foi questão de tempo para Montanari entrar em contato comigo, surpreendendo e me presenteando com a urbanidade sui generis que tanto buscamos ao praticar jornalismo.

“Vinicius, obrigado pelo retorno e gentileza. Escolhemos a dedo o que postar no Face do filme. O conteúdo intimista, um relato pessoal muito sensível e pra lá de bem escrito, sem apelo sensacionalista e, ainda por cima, citando a crítica do Pablo Villaça, num misto de homenagem a Yoñlu e recomendação ao filme, foi o que me motivou a postar teu texto. Valia compartilhar com os fãs e quase 5.000 seguidores da nossa página”. Hique Montanari – diretor

Hique, acredite, a honra é toda minha. Obrigado por nos brindar com leitura nobre envolvendo temática tão complexa, delicada.

Vida próspera aos seus feitos na Sétima Arte!

VISÃO PERIFÉRICA

POR: VINICIUS CANOVA