Vacinação contra a Covid-19 poderá começar em 20 de janeiro
O Ministério de Saúde revelou nesta terça-feira (29) três possíveis cenários para que a vacinação contra a Covid-19 possa começar no Brasil. De acordo com a pasta, na mais otimista das possibilidades, a aplicação da vacina pode ter início já no dia 20 de janeiro.
No entanto, este é o cenário mais otimista. Além deste, o Ministério da Saúde estipulou outros dois momentos em que a imunização em massa pode vir a acontecer. “Se não for possível, em um cenário ‘médio’, a imunização poderia ter início entre esta data [20/01] e 10 de fevereiro. Em um cenário menos favorável, a vacinação no Brasil poderá ocorrer a partir de 10 de fevereiro. ”, revelou o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco
De acordo com Élcio, para que o melhor cenário aconteça será necessário um conjunto de aspectos, especialmente dos laboratórios com vacinas em desenvolvimento cumprirem os requisitos de registro, seja emergencial ou definitivo.
“O cenário otimista vai depender de uma série de fatores, inclusive de logística, e dos laboratórios estarem em dia com o seu processo de submissão contínua e do processo de registro com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não depende de nós, depende do laboratório cumprir com a sua parte”, declarou.
Anvisa muda exigências
A Anvisa atualizou nesta terça (29) as diretrizes para a análise e aprovação do uso emergencial de vacinas contra a Covid-19. Dentre as modificações, está o fim da necessidade de o laboratório informar um cronograma de disponibilização das doses ao país.
A mudança no processo acontece depois que o laboratório Pfizer, que produz vacina contra a Covid-19 que já está sendo distribuída na União Europeia, nos Estados Unidos e outros países, anunciar que havia desistido de pedir à agência a autorização do uso emergencial do imunizante no Brasil.
O laboratório entendia que as diretrizes da agência levariam mais tempo para serem atendidas e, portanto, seria melhor para empresa trabalhar pela aprovação do registro definitivo, e não do uso emergencial.